ITCMD e ITBI em 2026: o que muda com a Reforma Tributária e por que você precisa se planejar agora
Publicado por admin_sc em 03 de fevereiro de 2026
A Reforma Tributária entrou em fase de transição em 2026 e trouxe mudanças relevantes para o setor imobiliário e para o planejamento patrimonial.
Mesmo que o foco principal da reforma seja o consumo (IBS e CBS), os impostos sobre patrimônio — ITCMD e ITBI — também sofreram ajustes importantes.
O problema é que muita gente acha que “não mudou nada”.
Isso é um erro. E pode sair caro.
Neste artigo, explicamos de forma simples:
- como ficam o ITCMD e o ITBI em 2026;
- o que muda nos próximos anos;
- e quais cuidados você deve tomar agora.
1. ITCMD em 2026: herança e doação sob nova lógica
O ITCMD continua sendo um imposto estadual, aplicado sobre:
- heranças;
- doações de bens e direitos.
Até aqui, nada novo.
O que muda é o padrão de avaliação dos bens e a competência normativa da União.
Principais mudanças:
- A União passa a regulamentar casos envolvendo:
- doadores no exterior;
- heranças com bens em mais de um Estado.
- Estados tendem a adotar:
- alíquotas progressivas;
- avaliação pelo valor de mercado, não mais por valores históricos.
Impacto direto:
Se você tem:
- holding patrimonial,
- imóveis em diferentes Estados,
- quotas de empresas familiares,
a base de cálculo do ITCMD pode aumentar significativamente nos próximos anos.
Planejar depois que a lei estadual mudar = pagar mais imposto.
2. ITBI: compra e venda de imóveis com nova base de cálculo
O ITBI continua sendo municipal e incide na:
- compra e venda de imóveis.
A grande mudança veio com a LC 227/2026, que alterou o conceito de “valor venal”.
Agora, o valor do imóvel para cálculo do ITBI deve refletir:
- preço real de mercado,
- dados de cartórios,
- localização,
- tipologia,
- parâmetros técnicos de avaliação.
O que isso significa na prática:
- Municípios terão que divulgar seus critérios de avaliação;
- O contribuinte poderá contestar valores abusivos;
- Mas o risco de aumento do ITBI é real.
Municípios tendem a arrecadar mais — e fiscalizar mais.
3. Holding imobiliária ainda vale a pena?Aqui está um ponto que muita gente romantiza.
Holding imobiliária não é milagre fiscal.
Ela continua sendo útil para:
- organização patrimonial;
- sucessão familiar;
- gestão de imóveis.
Mas agora:
- quotas e ações tendem a ser avaliadas pelo valor de mercado para ITCMD;
- não mais por valor contábil simbólico.
Isso reduz parte da economia tributária que existia antes.
Conclusão dura:
Quem montou holding só para “fugir de imposto” pode se frustrar.
Quem montou para planejamento patrimonial continua no jogo.
4. Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB): o fim do anonimato patrimonial
A Reforma criou o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), um identificador único nacional para cada imóvel.
Ele integra:
- Receita Federal;
- Estados;
- Municípios;
- cartórios;
- registros públicos.
Resultado:
- mais cruzamento de dados;
- menos espaço para informalidade;
- maior fiscalização automática.
Práticas como:
- contratos de gaveta;
- aluguel não declarado;
- subavaliação de imóveis,
tendem a desaparecer.
5. 2026 é o ano mais perigoso: período de transição
2026 é um ano híbrido:
- regras antigas convivem com regras novas;
- sistemas ainda não estão totalmente prontos;
- fiscalização já está se preparando.
Isso cria:
- insegurança jurídica;
- risco de autuação futura;
- necessidade de documentação rigorosa.
Quem não se planejar agora vai corrigir depois pagando multa.
6. Recomendações práticas
Se você tem imóveis, empresas ou patrimônio familiar, faça agora:
- Revisão de estruturas societárias e holdings
- Planejamento sucessório antes da mudança completa das regras
- Formalização correta de integralizações de imóveis
- Avaliação de risco em doações futuras
- Adequação documental às novas exigências
- Acompanhamento da legislação estadual do ITCMD
Evitar planejamento hoje = pagar imposto amanhã.
ConclusãoA Reforma Tributária não extinguiu o ITCMD nem o ITBI.
Mas deixou claro o caminho:
📈 Mais transparência
📈 Mais integração entre fiscos
📈 Mais fiscalização
📈 Mais base de cálculo
📉 Menos improviso
O patrimônio passou a ser monitorado com lupa.
Se você tem imóveis, empresas familiares ou pretende doar bens, 2026 é o ano de agir — não de esperar.
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